O projeto Hyper Force, que tornaria o R36 num hipercarro elétrico, poderá não avançar.
A Nissan parece ainda não ter uma ideia clara do que fazer com a próxima geração do GT-R. De acordo com a Autocar, o R36 poderá afinal ir numa direção diferente do que fazia prever com o anúncio do protótipo Hyper Force de 2023, um hipercarro elétrico com 1360 cv equipado com baterias de estado sólido. O abrandamento da procura de modelos elétrico poderá fazer com que o próximo “Godzilla” venha a ser, na verdade, um híbrido ou até um modelo de referência de edição limitada.
Guillaume Cartier, o responsável de produto da marca nipónica, diz que “estão a ser exploradas outras direções” para o GT-R, acrescentando que ainda não há “plano efetivo” para um sucesso. Caso se confirme esta “travagem a fundo” no projeto Hyper Force (na imagem), a Nissan fará apenas o que já outros construtores fizeram com outros modelos elétricos, seja a Maserati com cancelamento do MC20 elétrico, a Lotus com o adiamento de um elétrico para substituir o Emira ou a Porsche que prolongou a vida da gama 718 a combustão. Segundo Cartier, o potencial de vendas limitado de vendas do GT-R torna o difícil encontrar um “business case”, uma vez que “existem apenas três grandes mercados de carros desportivos na Europa: Reino Unido, Suíça e Alemanha”.
Apesar disso, Cartier reconheceu a importância que o GT-R tem para a marca, indicando que a decisão final poderá recair ainda num modelo de referência de produção limitada, em vez de um supercarro mais acessível como os antecessores.