A nova plataforma SPA3 permite construir modelos com um piso mais baixo, graças a uma solução mais inteligente na arrumação das baterias.
A nova plataforma SPA3 da Volvo, desenvolvida exclusivamente para elétricos, permitirá construir modelos com um piso mais baixo, o que significa que será possível produzir carrinhas elétricas “zero emissões”. A base atual SPA2, a que é utilizada no ES90, torna difícil fazer um sedan ou uma carrinha nos moldes mais convencionais. Foi precisamente por esse motivo que a Polestar já tinha optado por uma plataforma específica PPA para fazer o Polestar 5, um concorrente do Porsche Taycan. Agora, o responsável de tecnologia da Volvo afirma que a SPA3 já permitirá fazer EVs “super elegantes”, onde a bateria não dita mais a altura do tejadilho. Apesar de não ter confirmado que há um já a caminho, Anders Bell, foi dizendo à Autocar que as carrinhas fazem parte da identidade da Volvo.
Recorde-se que a Volvo cessou a produção da V90 em 2025, deixando a gama sem qualquer opção no formato carrinha – uma situação que deixa em aberto a possibilidade de poder vir a ser aposta uma SW 100% elétrica (na imagem, um “render” digital de uma ES60, da autoria da Autocar) – possível concorrente da BMW i5 Touring -, apesar de os SUV continuarem a representar a parte de leão das vendas do emblema escandinavo. Bell explica que o que definiu a altura dos veículos elétricos da Volvo foi a posição do banco traseiro, que tem de ser mais alto porque se está sentado em cima da bateria. Em modelos como o ES90, o espaço para os pés dos passageiros devem ficar sobre a bateria, o que deixará de ser o caso nos modelos construídos na plataforma SPA3. “Se tiver uma bateria uniformemente plana ao longo de todo o comprimento do veículo, terá essa desvantagem”, diz o responsável da Volvo, acrescentando que é por isso que tantos veículos elétricos “parecem SUVs pequenos, mesmo que tentem ser baixos”.
A nova base SPA3 permite remover células numa parte específica da bateria, criando mais espaço para os pés dos passageiros. E isso permite ao fabricante baixar o assento e reduzir a altura total do veículo – uma solução técnica aparentemente simples mas ainda pouco disponível no mercado. A juntar a isso, a mudança dos terminais da bateria virados para baixo também ajuda a libertar espaço para os pés.