O hatchback elétrico será um concorrente de propostas como o Renault 5 e o Mini Cooper.
A MG prevê iniciar a produção do hatchback elétrico Go na nova fábrica da SAIC (a sua empresa-mãe) localizada em Ferrol, no noroeste de Espanha, a partir do final de 2028. De acordo com a Autocar, o modelo deverá competir com o Renault 5 e o Mini Cooper no segmento dos veículos elétricos compactos.
As vendas da versão de produção do MG Go têm início previsto por volta de setembro de 2027. O carro era anteriormente chamado de MG 2, mas, de acordo com a publicação, o nome Go pode ser mantido para o modelo final. O hatchback elétrico será construído com base na plataforma E+, a mesma utilizada pelo MG 4 EV Urban (que tem tração dianteira). O veículo, com cerca de quatro metros de comprimento, deverá estar equipado com um motor elétrico de 149 cv e uma bateria LFP de 43 kWh. Espera-se que o design do modelo de produção (nas imagens, um “render” da Autocar) seja bastante fiel ao do concept criado no estúdio da MG em Londres. O preço inicial está estimado em cerca de 24 mil euros nalguns mercados.
A SAIC anunciou, em junho, a sua intenção de construir a sua primeira fábrica na Europa. A construção da unidade em Ferrol está prevista iniciar-se em 2027, estando a inauguração prevista para o final de 2028. Numa primeira fase, a fábrica deverá produzir 70 mil veículos por ano, sendo que a sua capacidade máxima declarada é de 120 mil unidades. A fábrica ocupará uma área de 100 mil m2, sendo que o projeto prevê a criação de 2 mil postos de trabalho, mil dos quais diretamente na fábrica. O plano é que os primeiros veículos sejam montados a partir de kits totalmente desmontados (CKD) enviados da China. Nesta fase inicial, a unidade não contará com operações de estampagem de peças, produção de carroçarias ou pintura.
Ferrol já funciona como ponto de recepção na Europa dos modelos da marca MG que chegam da China por via marítima. Os fabricantes de automóveis chineses estão a escolher Espanha para produzir modelos destinados ao mercado europeu, entre outros fatores, para evitar as tarifas impostas pela União Europeia à importação de veículos elétricos fabricados na China. Exemplos disso são a Geely que optou pela fábrica da Ford em Valência, a Leapmotor que utiliza instalações da Stellantis em Madrid e Saragoça, além da Chery que opera nas antigas instalações da Nissan em Barcelona.