Carlos Ghosn detido por fraude fiscal

Carlos Ghosn lidera a aliança Renault-Nissan-Mitsubishi

Gestor da Renault-Nissan-Mitsubishi está sujeito a dez anos de prisão.

(atualizado)

O patrão da Renault-Nissan-Mitsubishi foi está a ser investigado pelas autoridades japonesas por fraude fiscal e já foi detido, segundo o jornal japonês YomiuriShimbun. Na sequência desta situação, a Nissan já acionou os mecanismos legais com vista ao término do contrato do gestor – por este, supostamente, ter utilizado dinheiro da empresa em benefício próprio, segundo foi apurado numa investigação interna, após uma denúncia. A Mitsubishi deverá tomar procedimentos semelhantes. O gestor brasileiro de ascendência libanesa foi destituído juntamente com Greg Kelly, um membro do conselho de administração da marca nipónica, igualmente implicado no processo. No dia em que estou a notícia, o valor das ações da Renault caiu 15% no na Bolsa de Paris, para mínimos de mais de quatro anos. As ações da Nissan caíram 10% em Frankfurt. Por seu lado, a administração da Renault anunciou que não demitirá Ghosn, mas que limitará os seus poderes. O gestor será substituído em funções executivas pelo seu número 2, Thierry Bolloré.

O jornal japonês Asahi diz que foram feitas buscas na sede da Nissan na manhã de dia 19 de novembro e que Ghosn é suspeito de declarar um salário significativamente inferior ao que é realmente aufere. Contudo, o homem forte da aliança está disposto a esclarecer todas estas questões junto das autoridades. Em junho, os acionistas da Renault aprovaram um prémio de 7,4 milhões de euros ao gestor de 64 anos, a que acrescem 9,2 milhões atribuídos na qualidade de CEO da Nissan. Aliás, nos últimos cinco anos, Ghosn não terá declarado cerca de 39 milhões de euros, entre outras violações às leis japonesas sobre os instrumentos financeiros e a Bolsa.

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