Hyundai poderá ajudar a produzir o carro autónomo da Apple

Render do Apple Car

Marca sul-coreana confirmou que está em conversações com o gigante tecnológico.

O projeto do carro da Apple está, aparentemente, de volta, a todo o vapor – sendo que vários fornecedores confirmaram que já começaram a produzir componentes para o novo modelo. A previsões mais otimistas avançam que o projeto poderá ser apresentado ainda no decurso deste ano. Agora, a grande novidade, segundo avança o canal Korea Economic Daily, é que a Hyundai poderá ajudar no processo de produção do “Apple Car”. A marca sul-coreana confirmou que está em conversas preliminares com o gigante tecnológico para ajudar à produção de um carro elétrico autónomo, assim que este esteja passe a essa fase do processo.

Curiosamente, assim que esta notícia foi publicada, o valor das ações da Hyundai subiu 20%  na bolsa em poucas horas – o maior “salto” na Bolsa de Seul desde 1988. “Estamos cientes que a Apple está neste momento em conversações com vários construtores”, reconheceu a Hyundai à CNBC, “por isso, nada está decidido, nesta fase”. Isto poderá significar que a Apple não está com grande pressa de encontrar o parceiro ideal para a concretização do seu carro.

A união de esforços da Hyundai com a Apple poderá também resultar no desenvolvimento conjunto de baterias, de modo a reduzir os avultados custos normalmente associados a este processo.

Para já, a Apple não quis tecer qualquer comentário acerca desta possível parceria com a Hyundai. O fabricante norte-americano é conhecido pelo seu secretismo. O caso mais conhecido remonta a 2018, quando avisou os seus trabalhadores para pararem de fornecer informações para o exterior acerca de futuros produtos, ameaçando com ações em tribunal.

Além de uma forte aposta em modelos elétricos, com a submarca Ioniq, a Hyundai já anunciou que pretende lançar em 2022 modelos dotados com tecnologia de condução autónoma de nível 3.

As perspetivas mais realistas apontam para que o “Apple car” chegue ao mercado apenas em 2024, mas o Financial Times diz que o projeto só deverá materializar-se em 2027.

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