Transição elétrica da Lotus começa com SUV já em 2022

Futuros Lotus elétricos

Na calha estão ainda um coupé de quatro portas, um SUV de grandes dimensões e um desportivo Alpine-Lotus.

A Lotus confirmou que vai lançar quatro novos carros elétricos até 2026. Os novos modelos fazem parte do plano Vision80, que visa converter a Lotus num emblema exclusivamente dedicado à produção de carros elétricos em 2028, altura da comemoração dos 80 anos da marca britânica.

O primeiro a juntar-se ao hipercarro Evija e ao Emira (o último modelo a combustão da Lotus) será o SUV Type 132. Este modelo premium “zero emissões” será feito com base numa nova plataforma Lotus Premium (uma das quatro que foram anunciadas em abril deste ano). Esta base possibilita fazer modelos dos segmentos C ao E, entre 2889 mm e 3100 mm de distância entre eixos. Este SUV com cerca de 2,5 toneladas promete acelerações de 0 a 100 km/h em cerca de 3 segundos e contará com baterias de 92 e 120 kWh de capacidade, além de um sistema elétrico de 800V. Existirão versões de 600 e 750 cv, ambas com tração integral. A este SUV seguir-se-á em 2023 um coupé de quatro portas (conhecido pelo nome de código Type 133) igualmente elétrico. Para o ano seguinte está previsto um SUV do segmento D (Type 134). Por fim, do lado faz também um desportivo que será desenvolvido em conjunto com a Alpine (Type 135) a lançar em 2026.

Para reforçar esta nova “ofensiva” de novidades, a Lotus vai inaugurar já no final deste ano uma nova fábrica em Wuhan (na China), capaz de produzir cerca de 150 mil carros/ano – 15 vezes mais que a capacidade de Hethel, Norfolk (no Reino Unido). Esta fábrica chinesa ficará responsável pela produção de todos os modelos enunciados menos o Alpine-Lotus que será construído em Hethel. Em 2024, será inaugurado também na China um centro de pesquisa e desenvolvimento. Este centro com mais de 1 milhão de m2, que surge no âmbito de uma parceria com os chineses da Nio, contará com um centro de testes inteligente, numa pista com 16 curvas, na qual os carros podem andar circular até 225 km/h de forma autónoma. O plano da Lotus inclui um investimento superior a 1 milhão de euros.

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