BMW não quer definir data de fim dos motores térmicos

BMW M5 CS

Vários construtores têm vindo a anunciar que a partir de 2030 venderão apenas modelos elétricos.

Quase todas as semanas há uma nova marca a anunciar que vão passar a vender apenas carros elétricos. A grande maioria delas têm definido o ano de 2030 como meta – coincidindo com a altura em que muitas das principais cidades europeia preveem proibir a circulação de modelos equipados com motores de combustão interna. Ouvido durante o Salão de Munique pela Automotive News, o responsável de desenvolvimento da BMW, Frank Weber explicou porque é que a marca bávara não quer para já comprometer-se com uma data para deixar de produzir motores Diesel e a gasolina.

“Para a mobilidade elétrica, a questão não é quando o motor de combustão vai acabar. A questão é: quando é que o sistema estará pronto para absorver todos estes veículos elétricos? A questão prende-se com as infraestruturas de carregamento e energia renovável. Será que as pessoas estão prontas? Que o sistema está pronto? E será que temos uma infraestrutura de carregamento à altura?”, disse Weber. “Está também relacionado com o facto de termos pessoas a trabalharem para mim no desenvolvimento de motores a combustão e estou a redirecioná-las para os elétricos. Não faz sentido nenhum fazer essa transição do dia para a noite. Preciso ter a certeza de que essa transição funcione na perfeição, por razões sociais e económicas.”, rematou o responsável alemão.

Weber diz ainda que a BMW está a otimizar ao máximo os motores a combustão de modo a que consigam respeitar a norma ambiental Euro 7, que, segundo ele, será “o último grande investimento em motores a combustão”. É por isso, que de acordo com Weber, “esse investimento terá de nos levar até ao final da década. E ninguém tem de definir já uma estratégia de abandono dos motores a combustão para 2030. A última coisa que queremos é que os clientes dos carros elétricos não tenham a infraestrutura adequada”.

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