Norte-americanos, que não ganham desde 1969, aprestam-se para reeditar os duelos com a Ferrari.
Os triunfos nas 24 Horas de Le Mans são dos pontos mais altos na história da Ford no mundo da competição. Talvez por isso a marca norte-americana queira regressar à glória dos tempos em que venceu consecutivamente a mítica corrida de resistência entre 1966 e 1969. Aliás, esse foi mesmo o último triunfo em Le Mans. A confirmação do regresso à classe de topo de Le Mans foi agora dada pela marca da oval azul, que já está a construir um novo carro para correr no WEC em 2027. Para já, a Ford ainda não confirmou se esse regresso a Le Mans implicará também uma participação no IMSA.
A Ford entrará na categoria de referência LMDh, cujas regras estipulam carros com chassis de um de quatro fornecedores e que utilizam um sistema híbrido comum com um motor elétrico entre o motor e a caixa de velocidades. A carroçaria pode refletir o estilo da marca e as restrições em termos de motor são bastante permissivas. Os LMDh correrão contra os LMH que têm liberdade para construir o seu próprio chassis e que podem apresentar as suas próprias soluções técnicas – contando-se entre eles a Ferrari, a Peugeot, a Toyota e, em breve, a Aston Martin.
É de prever que a Ford seja acompanhada pela Multimatic nesta nova aventura em Le Mans, pois os canadianos construíram o GT de estrada e as respetivas derivações de competição, assim como o atual Mustang GT3. A Multimatic é também responsável pelo chassis do Porsche 963 atualmente considerado o mais bem-sucedido carro LMDh. Quanto à equipa, é possível que a escolha recaia na Proton Racing, que apesar de ser uma equipa tradicionalmente da Porsche, é responsável por gerir o programa do Mustang GT3 (que correu no ano passado em Le Mans) em solo europeu.