A marca alemã reconheceu que os novos nomes, que supostamente ajudariam a distinguir os modelos a combustão e os elétricos (em números ímpares e pares), estavam afinal a confundir os clientes.
A Audi reverteu a estratégia de mudança de nomes dos seus modelos que pretendia diferenciar os modelos equipados com motor a combustão (ICE) dos modelos elétricos, através de números pares e ímpares. A mudança surgiu na sequência do “feedback” obtido junto dos clientes e dos concessionários terem dito que o novo sistema estava a causar confusão.
No plano original, os modelos ICE, incluindo os híbridos plug-in, receberiam os números 1, 3, 5 e 7, enquanto os elétricos os números 2, 4, 6 e 8. Na altura, o responsável tecnológico da marca dos quatro anéis, Oliver Hoffmann, justificou que a ideia era precisamente criar uma “distinção clara e intuitiva” entre os tipos de carro. Esta estratégia fez, por exemplo, que o A4 passasse a ser A5 e que o A6 passasse a ser um A7. Agora, que tudo voltará a ser como dantes, o novo A7, que será lançado em março, será novamente A6, sendo que a versão elétrico receberá o logo E-Tron e nas versões a gasolina teremos o dístico TFSI e nas Diesel o emblema TDI.
Apesar desta inversão de planos quase em cima da hora, segundo a Autocar, a Audi não mudará a estratégia em relação aos nomes dos novos A4 e A5, apesar desta dupla ser efetivamente o mesmo carro, apenas com tipos de motores diferentes. A justificação do fabricante alemão é que a ordem do 1 até ao 8 refere-se ao tamanho dos modelos e que o A5 é fisicamente maior que o A4. Seguindo a mesma lógica, a Audi afirma que os elétricos Q4 e Q6 manterão os nomes atuais.