Koenigsegg admite que não tem mais carros para vender

Koenigsegg Gemera

O CEO da marca sueca, Christian von Koenigsegg, diz que quem quiser um dos seus carros estará sujeito a uma lista de espera de alguns anos.

Quando lançou o hipercarro Koenigsegg Jesko, era obrigatório escolher entre a variante Attack e a Absolut. Não era possível escolher ambas. Agora, o preço da exclusividade é ainda mais alto para quem quer ter um modelo sueco na sua garagem. E nem bilionários escapam à lista de espera. Durante a apresentação do Sadair’s Spear, uma variante ainda mais “extrema” do Jesko, o CEO da Koenigsegg admitiu à Top Gear: “não temos mais nada para vender”. Christian von Koenigsegg confessa que todas as unidades dos seus modelos já têm dono atribuído, “o que é bom sinal”, admite, mas também “algo irritante porque é divertido interagir e proporcionar aos entusiastas a realização dos seus sonhos”. 

Como tal, já há planos para novos modelos, dentro de um ano ou um ano e meio, altura em que o livro de encomendas voltará a ser aberto. “As coisas novas em que estamos a trabalhar – e temos vários projectos – são séries muito limitadas, o que significa que todas têm de ser diferentes e têm de ter significado,” diz o gestor. É de esperar que a estratégia continue a consistir num volume de produção baixo e que haja uma aposta em novas tecnologias. 

O futuro deverá continuar a passar também por motores potentes, uma vez que o Gemera (na imagem), anunciado em 2020 com um motor 2.0 de três cilindros acabou por ser substituído por um V8. O “homem-forte” da marca sueca refere também que não está em equação um modelo 100% elétrico. No entanto, é perfeitamente possível que a Koenigsegg possa utilizar o seu e-motor Dark Matter para dar ainda mais potência e tração a um substituto do Jesko movido a combustão.

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