O “remake” do modelo de primeira geração tem menos de 900 kg e atinge o “red line” às 10.000 rpm.
O Ford Escort da primeira geração é um ícone da década de 1960 e 1970, não só devido aos seus feitos nas estradas, mas também nas pistas de corrida e nos ralis. Agora, está de regresso, graças a uma remodelação técnica radicalmente profunda levada a cabo pela Borehman Motorworks. Depois dos primeiros “renders” publicados em 2024, o Escort RS “continumod” é muito mais ambicioso do que um “restomod” comum. Isto porque o Escort RS não foi reconstruído a partir de um carro doador original, sendo em vez disso um carro totalmente novo, criado com a aprovação da Ford.
Cada exemplar nasce como um veículo totalmente novo, dotado de um número de chassis oficialmente homologado pela Ford. Esta continuação moderna do Escort Mk1 foi construída com o “know-how” de engenharia atual, mas sem os filtros digitais que limitam tantos carros desportivos contemporâneos. Para além dos arcos das rodas em forma de bolha e dos faróis LED habilmente integrados no conjunto, a principal atração é o motor Ten-K opcional, um motor 2.1 de quatro cilindros naturalmente aspirado que debita 330 cv e que atinge as 10.000 rpm. Pesando apenas 85 kg, o bloco inclui componentes inspirados na competição, incluindo corpos de acelerador individuais, componentes internos forjadas, árvores de cames acionadas por correia para agradar aos fãs do modelo original e um volante do motor mais leve. Essa potência chega às rodas traseiras através de uma caixa manual de cinco velocidades “dog leg”. Com um peso em ordem de marcha previsto de apenas 895 kg, o Escort apresenta uma relação potência/peso que deverá permitir-lhe deixar para trás muitos dos veículos de alta performance modernos. Os compradores que procuram algo mais próximo da receita original podem optar por um motor Twin Cam atualizado. Com a cilindrada aumentada para 1.8 litros e equipado com injeção de combustível, este motor desenvolve 185 cv, através de uma caixa manual de quatro velocidades. O chassis conta agora com um subchassis dianteiro personalizado, um eixo traseiro flutuante leve fabricado em alumínio e titânio, uma geometria de suspensão revista e uma configuração traseira de seis braços.
Boreham resistiu à tentação de “adulterar” a experiência: não há direção assistida, nem ABS, nem controlo de tração. Em vez disso, os condutores contam com um diferencial autoblocante e uma abordagem à condução à moda antiga, embora o interior seja mais luxuoso para que este Mk1 possa ser utilizado no dia-a-dia ou em viagens mais longas, em vez de apenas em “track days”. Destaque para a instrumentação personalizada, os acabamentos em carbono e couro e o volante de três raios, além de dois compartimentos dedicados para capacetes na parte traseira, onde normalmente ficariam os bancos traseiros. A produção será limitada a 150 carros em todo o mundo. Os preços começam nos 410 mil euros, antes de impostos, no Reino Unido.

















