Apesar de ter sofrido dois acidentes, o modelo que pertenceu a Nick Mason (o baterista dos Pink Floyd) poderá tornar-se no F1 mais caro de sempre.
No próximo mês, um dos McLaren F1 mais valiosos do mundo vai a leilão – pela mão da RM Sotheby’s. Pertencente ao baterista dos lendários Pink Floyd, Nick Mason, e avaliado em mais de 30 milhões de euros, tornar-se-á quase certamente o F1 mais valioso alguma vez a ser vendido ao público. Conhecido como “o F1 Pop Art”, este é o chassis 10R, o primeiro exemplar construído com as especificações GTR para a temporada de corridas de 1996. Chegou um ano depois de outro F1 GTR, o chassis 01R, ter vencido as 24 Horas de Le Mans, e procurava seguir os passos desse carro no mundo da competição.
Com efeito, após testes e algumas campanhas promocionais, este F1 GTR, com um acabamento num resplandecente tom de Vermelho Sangue, participou na pré-qualificação para Le Mans, pilotado por David Brabham. Acabou por não correr em Le Mans naquele ano e, em vez disso, foi o chassis 11R a ser utilizado pela equipa McLaren. A marca britânica manteve inicialmente o carro, mas em 1999 este acabou por ser vendido a Nick Mason, por um valor não divulgado. A empresa converteu-o para utilização em estrada, e a Lanzante tratou de trabalhos adicionais posteriormente.
Em 2009, um jornalista bateu com este carro num campo de trigo, o que obrigou a um processo de restauro e reparação completo pela mão da Lanzante. O carro participou em diversos eventos de automobilismo na Europa, incluindo um rali de 750 km por Itália e o Goodwood Members’ Meeting em 2017. Infelizmente, enquanto estava ao volante, Mason perdeu o controlo e embateu numa barreira de pneus. Mais uma vez, a Lanzante foi chamada para reparar o carro, devolvendo-o à sua glória original. Mason continua a ser o único proprietário privado do carro desde que foi construído, sendo que este é submetido a revisões regulares, garantindo que está em perfeitas condições.

















