O novo supercarro chegará no próximo ano, com argumentos para rivalizar com o Ferrari 12Cilindri.
O novo supercarro McLaren McL 820 poderá vir a substituir o 750S. Isso é o que sugere um “kiwi” gigante apresentado em jeito de ação promocional em Covent Garden, no centro de Londres. Essa figura oferece uma pista importante sobre o próximo modelo da marca britânica e a sua nova convenção de nomenclatura.
Desta forma, a McLaren deu a entender que o sucessor do seu supercarro 750S (equipado com motor V8), com lançamento previsto para o próximo ano, chamar-se-á McL 820 (na imagem, um “render” digital da Autocar) e que contará com uma potência quase equivalente à do Ferrari 12Cilindri, que utiliza um motor V12. Este será o primeiro McLaren de produção em série desde que a marca passou para as mãos do fundo de investimento L’imad, sediado em Abu Dhabi. Este poderá ser também o primeiro carro a adotar uma nova convenção de nomenclatura – estabelecida pelo modelo de produção limitada McL 6GT. O fundador da marca britânica, o neozelandês Bruce McLaren, utilizava a ave (que não voa) como logótipo da sua equipa de competição, a qual deu origem, posteriormente, à divisão de carros de estrada. Recentemente, a McLaren comprometeu-se a valorizar a sua história em futuras comunicações e produtos, adotando, inclusive, um novo logótipo e uma nova tipografia inspirados na sinalética da oficina original da marca. Isto liga-se à utilização da sigla “McL” no novo supercarro 6GT – equipado com caixa manual -, e a antevisão do modelo “McL 820” sugere que esta nomenclatura também poderá ser estendida à linha principal de veículos do fabricante. O novo visual e a estratégia de nomenclatura surgem numa altura em que a McLaren se prepara para uma expansão significativa. A empresa está a construir uma segunda fábrica no Reino Unido, vai passar a montar os seus próprios motores internamente e vai expandir o seu portefólio com uma série de novos modelos.
O “McL 820” substituirá o principal supercarro da marca, o 750S, que será descontinuado no próximo ano após uma década no mercado – em várias versões, incluindo o 720S original e a edição especial de despedida, o 788HS. A empresa anunciou recentemente que está a aceitar os últimos pedidos para o modelo. O novo supercarro será equipado com um dos dois novos sistemas de propulsão híbridos que a McLaren está a desenvolver e a produzir internamente pela primeira vez. É provável que se baseiem num motor V8, com a potência indicada pelo próprio nome do modelo, seguindo o padrão habitual da McLaren. Este número equivale a cerca de 820 cv, fazendo do novo supercarro o modelo de produção em série mais potente alguma vez criado pela McLaren – com um nível de potência comparável ao do Ferrari 12Cilindri e do Aston Martin Vanquish (ambos equipados com motores V12), bem como aos supercarros com motor central, como o Ferrari 296 e o Lamborghini Temerario. O novo modelo chegará mais ou menos na mesma altura em que a McLaren concluirá a produção dos seus outros dois modelos principais: o supercarro Artura V6 e o GT, destinado ao segmento de luxo. Os supercarros tradicionais serão um dos três pilares que compõem a nova gama da McLaren. A marca está também a trabalhar num SUV com motor dianteiro para rivalizar com o Porsche Cayenne e continuará a produzir modelos de série limitada da gama Ultimate Series, como o W1.

