VW poderá fazer subgrupo com marcas mais exclusivas

Atualmente o grupo VW é formado por 12 marcas

Porsche, Audi, Bentley, Lamborghini e Ducatti poderão ser incluídas num novo grupo de emblemas “super premium”.

O grupo VW está neste momento numa fase de reorganização e, segundo a Automobile, poderá apostar num subgrupo formado pelos seus cinco emblemas mais premium até ao final deste ano. Ao que tudo indica será a Porsche, a que tem maior ROI, a coordenar a Audi, Bentley, Bugatti e Lamborghini. A Audi cederia a tutela da Lamborghini à Porsche, e a Ducati – por via de uma nova empresa chamada Ducati Enterprises – passaria a coordenar outros investimentos da VW em Itália. De acordo com o analista da Bloomberg Michael Dean à Automotive News Europa, esta iniciativa poderá representar uma poupança de mais de 120 mil milhões de euros – numa altura em que a totalidade do capital bolsista do conglomerado germânico está avaliada em 67 mil milhões de euros. Esta divisão de super luxo poderá representar 60% dos lucros do grupo VW.

Só a Porsche quer reduzir as suas despesas em 2 mil milhões de euros/ano nos próximos quatro anos, de modo a investir na produção e em pesquisa e desenvolvimento, liderando o processo de desenvolvimento de novas plataformas, componentes e tecnologia – com o intuito de serem partilhadas com as restantes marcas premium do grupo.

A breve prazo, a Bugatti quer fazer um Chiron Superleggera, uma versão totalmente renovada e aberta Chiron Aperta (uma espécie de sucessor do Veyron Grand Sport) e um Chiron SS exclusivo para pista. Nos planos da marca francesa está ainda um supercarro elétrico que terá tecnologia partilhada com a Porsche, Rimac e Dallara.

A Lamborghini, por seu lado, está a afinar como serão os sucessores do Huracán e do Aventador. Para já, sabe-se que o fabricante italiano está com problemas em desenvolver uma estrutura em carbono para a próxima geração do seu topo de gama com motor V12, devido à sua complexidade. O objetivo é conceber um híbrido com dois motores elétricos no eixo dianteiro, baterias no meio e um motor V12 “aspirado” de 700 cv a funcionar em conjunto outro motor elétrico no eixo traseiro com 400 cv. Previsto para 2022, este sucessor do Aventador poderá debitar um total de 1200 cv. O Huracán deverá recorrer a uma nova plataforma modular do “irmão” Audi R8 e que será utilizada noutros desportivos do grupo.

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