Mazda MX-81 Aria restaurado de fábrica 40 anos depois

Mazda MX-81 Aria concept

O protótipo desenhado pela casa Bertone foi o primeiro modelo da marca nipónica com a sigla MX.

A Mazda mostrou no Salão de Tóquio de 1981 o primeiro modelo a envergar a sigla MX (acrónimo de Mazda eXperimental), o MX-81 Aria. Aquele que é efetivamente o primeiro protótipo da Mazda esteve “desaparecido” durante algum tempo num armazém no sul do Japão durante 39 anos – quando o procedimento normal é destruir o carro. Posteriormente, este coupé de quatro lugares de aspeto excêntrico embora minimalista foi recuperado mecanicamente pela Mazda, num processo de levou três semanas, incidindo em elementos como o motor, a componentes como o radiador, bomba de água, depósito de combustível, sistema elétrico, bateria, direção e travões. O passo seguinte foi levar o protótipo para um restauro completo por dentro e por fora pela mão da da SuperStile em Turim (Itália), mantendo a maioria dos componentes originais, com especial cuidado na pintura e na reparação dos faróis. O objetivo era mostrá-lo na companhia do novo SUV elétrico MX-30 e no âmbito da comemoração do centenário da marca. O MX-81 Aria foi desenhado por Marc Deschamps (que já tinha no seu currículo modelos como o Citroën Camargue ou o Lamborghini Athon), na altura o responsável máximo do carroçador Bertone, e é inspirado no concept Volvo Tundra de 1979. Desde o protótipo japonês, a família MX ganhou membros ilustres como o MX-3, MX-6, o icónico MX-5 e mais recentemente o já mencionado MX-30.

O concept pintado em tons de dourado tinha um foco aerodinâmico, com um coeficiente de 0,29. A contribuir para esse fator estavam os faróis escamoteáveis, limpa para-brisas retráteis, jantes de formato aerodinâmico e as janelas laterais niveladas com a carroçaria. Outros dos seus traços caraterísticos são os farolins traseiros alinhados na vertical e que surgem integrados nos pilares C, mas também o vidro traseiro de grandes dimensões e apenas um espelho retrovisor exterior posicionado do lado do condutor.

A criação do MX-81 foi motivada sobretudo pelo desejo de imaginar como as pessoas poderiam interagir com uma viatura equipada com computadores. Como tal, o carro possui ecrãs digitais e um “volante” retangular inspirado na F1, que tinha comandos para os piscas, limpa para-brisas, buzina e faróis, além de um ecrã CRT a cores embutido ao centro que funciona como painel de instrumentos. A isso junta bancos dianteiros rotativos (revestidos em couro), de modo a facilitar o acesso ao carro. O rádio fica posicionado na consola central e há um deck de cassetes por cima.

O MX-81 Aria é feito com base no Mazda 323, o Aria Bertone tem 3940 mm de comprimento, 1690 mm de largura, 1280 mm de altura e 2365 mm de distância entre eixos. O motor é um 1.5 de quatro cilindros turbo a gasolina a debitar 130 cv às 6000 rpm e 186 Nm às 4000 rpm.

A primeira colaboração entre a Mazda e com a Bertone remete para 1963 com a berlina familiar Familia.

 

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