Utilitário “sobreviverá” à norma Euro7 que entrará em vigor no próximo ano.
Há poucos meses, a Volkswagen anunciou o fim da produção do Polo na Europa, terminando um capítulo da sua história que durou 40 anos. Essa parecia ser a machadada final numa gama que continua a ter cada vez mais opções 100% elétricas. Contudo, segundo confirmou à Autocar o responsável do departamento de pesquisa e desenvolvimento, Kai Grünitz, o utilitário continuará a figurar no catálogo no Velho Continente.
Segundo ele, o Polo (atualmente na sexta geração, lançada em 2017 e renovada em 2021) será alvo de um facelift profundo em 2025, que envolverá acima de tudo motorizações que se mantenham compatíveis com a norma ambiental Euro 7 que entrará em vigor precisamente no próximo ano. Grünitz deu a entender que a solução passará pela inclusão de versões “mild hybrid” na gama, possivelmente nos motores já disponíveis 1.0 TSI e 1.5 TSI. A isso juntará certamente alguns retoques estilísticos e uma renovação tecnológica do interior. Certo é que a gama do Polo, que doravante virá da África do Sul em vez de Espanha, será mais curta em geral a nível de opções.
Aliás, nesse sentido, a má notícia é que a variante GTI poderá não vir a sobreviver a esta “última vida” do Polo, precisamente pelas cada vez mais restritas normas de emissões. Daí a VW estar a preparar o terreno para um “hot hatch” elétrico, o ID.2 GTI, a lançar em 2026, a funcionar como uma espécie de herdeiro.
Este “balão de oxigénio” para outros modelos de base MQB A0 estender-se-á também ao Seat Ibiza, que será renovado no final do próximo ano, e possivelmente ao Skoda Fabia. Já em relação ao T-Cross não se sabe para já se sobreviverá para lá de 2025.