Novo Ferrari Testarossa é um híbrido V8 com 1050 cv

Ferrari 849 Testarossa AF

O substituto do SF90 é o modelo mais potente da história da marca de Fiorano.

O supercarro Ferrari Testarossa está de volta. Recuperando o nome do ícone descontinuado em 1996, este 849 Testarossa vem substituir no topo da gama o SF90 – assumindo-se, por agora, como o modelo mais potente da história da marca do Cavallino Rampante. Para o efeito, vem munido de um sistema híbrido plug-in formado por um motor V8 biturbo com 3990cc, auxiliado por três motores elétricos, reunindo um total de 1050 cv (mais 50 cv que o SF90). A lançar no próximo ano, o novo Testarossa será aposta no formato coupé e “open-top” – em concreto na primavera e no outono, respetivamente. O 849 Testarossa dá uma volta a Fiorano em 1 minuto e 17.5 segundos, menos 1,2 seg. que o SF90 e menos 0,2 seg. que a série limitada SF90 XX Stradale.

Ao nível do sistema propulsor, temos uma evolução do sistema adotado no SF90, com novas cabeças dos cilindros, coletores de escape e turbos (os maiores de sempre num Ferrari). O motor a combustão por si só debita 830 cv, sendo que o trio elétrico acrescenta 160 kW/218 cv. Dois desses motores elétricos situam-se no eixo da frente, permitindo vetorização de binário. Debitam potência apenas até 209 km/h, mas o terceiro motor, posicionado entre o motor e a caixa de velocidades, continua a faze-lo acima dessa velocidade. Em modo elétrico, o 849 Testarossa debita apenas potência nas rodas da frente e é limitado a 129 km/h. Uma bateria de 7.45 kWh permite um alcance máximo até 25 km em modo EV. Ao nível de performance, o coupé será capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 2,2 segundos e 0-200 km/h em 6,3 segundos. Já o Spider deverá ser ligeiramente mais lento no cumprimento dessas tarefas devido aos 90 kg adicionais. A velocidade máxima em ambos é fixada nos 330 km/h. A caixa de dupla embraiagem de oito velocidades tem tecnologia herdada da F1.

A aposta no 849 Testarossa recaiu em linhas mais afiadas e musculadas face ao modelo original, com pouca ligação com o modelo original. Antes, o novo Testarossa é uma continuação de propostas como o SF90 ou o SP3 Daytona, embora com uns toques retro. Destaque para as entradas de ar laterais nas portas, para o habitáculo avançado e para a cauda dupla inspirada no 512 S. A frente tem o estilo dos Ferrari da década de 1980, com um design horizontal em forma de ponte que liga os faróis. Já o interior tem um punho da caixa ao estilo F80, um volante sem comandos físicos, uma consola central a separar os bancos e ecrãs digitais a projetar informação vital para o condutor e passageiro. Existe a opção de bancos mais orientados para o conforto ou de competição. A marca italiana apostou em duas novas cores: Rosso Fiammante (uma espécie de Rosso Corsa mate e que acrescenta uns flocos metalizados na pintura) e Giallo Ambra (um tom ambar). Por dentro, há novas decorações em Alcantara e um tom Giallo Siena, que harmoniza com o exterior ambar. Existem ainda várias jantes à escolha. A versão de topo chama-se 849 Testarossa Assetto Fiorano, 30 kg mais leve que os 1570 kg do modelo convencional – graças à utilização de materiais mais leves, como a fibra de carbono e o titânio. Recorre também a uns amortecedores Multimatic e graças a asas duplas consegue triplicar o índice de “downforce”. Esta versão acrescenta igualmente uns pneus Michelin Cup R2, decorações específicas e um interior personalizado.

Na Europa, o preço começa nos 460 mil euros no coupé, 500 mil no spider e o pack Assetto Fiorano custa 52.500 euros.

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