Em vez de avançar para o primeiro elétrico da sua história, a marca italiana poderá criar um crossover equipado com um sistema PHEV.
A Lamborghini decidirá nas próximas semanas se o Lanzador será mesmo 100% elétrico, tal como no concept do crossover com 2+2 lugares de 2023, ou se em vez disso converterá o carro num híbrido plug-in. Quem o afirmou foi o CEO do emblema de Sant’Ágata Bolognese, Stephan Winkelmann. Com lançamento previsto para o final desta década, o Lanzador era suposto ser o primeiro modelo “zero emissões” da marca italiana, contudo, as recentes mudanças de estratégia do grupo Volkswagen face aos elétricos e, mais concretamente, da Porsche, poderão mesmo fazer a balança pender para o lado do PHEV. Aliás, Winkelmann diz mesmo à Autocar que os clientes “não olham para os elétricos como uma alternativa nos dias de hoje. Poderemos vir a fazer um BEV, mas penso que será uma aposta falhada nos anos mais próximos.”
O Lanzador elétrico seria proposto com 1369 cv e um sistema de carregamento de 980V. Já a opção híbrida plug-in não deverá fugir muito do sistema que já presente na dupla Urus e Temerario, formado por um motor V8 biturbo a gasolina acompanhado por dois motores elétricos. Certo é que já há poucos meses Winkelmann tinha anunciado que a próxima geração do Urus, a lançar em 2029, será híbrida plug-in e não elétrica. Algo que poderá funcionar como um prenúncio para o Lanzador.
Winkelmann afirma também que o maior desafio para a marca foi o cumprimento da norma ambiental Euro 7, por isso, face ao cenário atual “é mais favorável continuar com modelos PHEV”. O gestor adiantou ainda que o motor V12, atualmente no Revuelto, continuará disponível após 2030. Por fim, o homem-forte da Lamborghini revelou-se preocupado com a incerteza acerca do rumo da indústria, acrescentando que a estratégia da marca italiana passa por projetos de combustíveis alternativos, utilizando uma percentagem de biocombustível.