Audi anuncia novo motor V6 TDI para A6 e Q5

Audi V6 TDI EA897evo

O bloco 3.0 é eletrificado, tem 299 cv e reduz o “turbo lag”.

A Audi continua a apostar no desenvolvimento da família de motores Diesel TDI, agora com um V6 3.0 EA897evo para as gamas A6 e Q5. Este novo motor é, na verdade, um MHEV (mild hybrid) de 48V, que, pela primeira vez, combina sistema de compressão por ignição com um compressor elétrico. Essa unidade surge montada atrás do turbocompressor e do intercooler no caminho do sistema de admissão. Quando se acelera a fundo e o turbocompressor tem pouca energia para funcionar, o ar da admissão é encaminhado para o compressor elétrico. Já comprimido pelo turbo acionado pelo escape, o ar é comprimido ainda mais antes de entrar na câmara de combustão. O resultado é mais binário em baixas rotações e praticamente nenhum atraso do turbo. Ao todo, o conjunto gera até 3.6 bar, o que permite melhorar a capacidade de resposta em quase um segundo face ao antecessor, segundo o construtor. O compressor consegue operar até 90.000 rpm em 250 milissegundos (40% mais rápido do que antes), fazendo com que a condução do carro se assemelhe bastante à sensação de conduzir um carro elétrico com potência semelhante, diz a Audi.

Ao todo o motor oferece 299 cv às 3620 rpm e 580 Nm às 1500 rpm. O motor sistema “mild hybrid” adiciona 24 cv e 230 Nm, com a bateria a ter 1,7 kWh de capacidade. No caso do A6 Sedan anuncia 0-100 km/h em 5,2 segundos (0,1 seg. mais na carrinha) e uma velocidade máxima de 250 km/h. Apesar do peso adicional, o Q5 equipado com o mesmo motor consegue ser mais rápido, cumprido a mesma tarefa de aceleração em 5 segundos, quer seja no formato convencional ou no Sportback, com o pico de velocidade limitado ao mesmo número. O Q5 anuncia uma média de consumos a variar entre 5,8 e 6,8 l/100 km, dependendo da versão. Já o A6 entre 5,3 e os 6,1 l/100 km.

Tentado provar com este evo é o seu V6 a gasóleo mais limpo de sempre, a Audi até permite que o bloco opere com óleo vegetal hidrogenado (HVO), o que reduz as emissões de CO2 até 95% comparativamente com o Diesel convencional. Produzido a partir de óleo de cozinha usado e subprodutos agrícolas, este biocombustível já está a ser usado em carros Diesel fabricados em Neckarsulm e Ingolstadt. Este motor deverá também ser integrado no próximo A8, no Q7 (a lançar no próximo ano) e até no Q9.

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