Último Bugatti Bolide marca o fim da era do motor W16

Bugatti Bolide

A derradeira das 40 unidades do modelo de competição custou 4 milhões de euros.

A Bugatti fechou mais um capítulo da sua história com o último exemplar do Bolide, um “brinquedo” de pista que teve uma produção limitada a 40 unidades. O carro custou 4 milhões de euros e foi entregue na fábrica de Molsheim a um cliente especial que já tem na sua garagem, entre outros, um Type 35, um clássico com quase um século, além da última unidade produzida do Veyron Grand Sport. Quanto ao Bolide de despedida, vem pintado numa combinação de Black Blue e Special Blue Lyonnais, com revestimentos no interior Alcantara na cor Lake Blue, acompanhados de pespontos Light Blue Sport. Quem sabe este cliente não possa vir a recorrer aos serviços da Lanzante, que revelou estar a tentar homologar o Bolide para estrada.

O desaparecimento do Bolide marca também o fim do motor W16, lançado originalmente no Veyron há 20 anos. O bloco de serviço atualmente é um V16 utilizado no Tourbillon, um sucessor do Chiron, a lançar no início de 2026. Em vez dos quatro turbos do W16, o novo V16, desenvolvido pela Cosworth, é naturalmente aspirado. Além disso, tem mais cilindrada: sendo um 8.4 em vez de um 8.0. Por fim, o novo motor surge integrado num sistema híbrido. Com 1450 kg, 1600 cv, 1600 Nm e pneus slick da Michelin, o Bolide anuncia 0-100 km/h em 2,2 segundos, 0-200 km/h em 5,4 seg., 0-300 km/h em 11,5 seg., além de uma velocidade máxima limitada a 311 km/h. 

É possível que o W16 possa ainda fazer uma ou outra aparição especial por via de edições únicas com assinatura do Programme Solitaire, tal como sucedeu recentemente com o Brouillard.

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