Lotus Esprit S1 renasce com motor V8 de 406 cv

Encor Series 1

A Encor criou uma série limitada do carro que ficou famoso pela aparição no filme “The Spy Who Loved Me” da saga James Bond.

A Encor, uma start-up britânica, apresentou um “remake” do Lotus Esprit original (S1), precisamente quando se assinalam 50 anos da sua apresentação no Salão de Paris de 1975. Esta reinterpretação moderna do carro desenhado por Giugiaro traz agora a carroçaria em fibra de carbono e recupera ainda o espírito do supercarro que ficou famoso pela icónica cena debaixo de água no filme “The Spy Who Loved Me” (de 1977) pertencente à saga James Bond.

A equipa responsável pelo projeto deste S1, que inclui passagens pela Lotus, Aston Martin e Koenigsegg, recuperou o espírito do modelo original, embora optando por superfícies mais compactas, linhas mais acentuadas e substituiu a antiga costura do molde de fibra de vidro de duas peças por uma única peça em carbono autoclavada. A isso juntou uns novos faróis ultracompactos em LED dentro de uma estrutura escamoteável, que também remete para o original. As jantes por sua vez combinam o estilo do S1 com os cinco raios reconhecíveis do Sport 350 lançado posteriormente. Já o motor 3.5 biturbo foi retirado do Esprit V8 do final da década de 1990, tendo recebido pistões forjados, novos injetores, turbos renovados, um sistema de refrigeração moderno e um escape em aço inoxidável. Graças a isso, passou a debitar 406 cv e 478 Nm (cerca do dobro extraído do bloco 2.0 de quatro cilindros utilizado no modelo original), num carro com menos de 1200 kg. O resultado são 0-100 km/h em cerca de 4 segundos (o dobro do original) e uma velocidade máxima próxima de 282 km/h. A gerir o motor surge uma caixa manual de cinco velocidades afinada pela Quaife, com novas relações de caixa, um eixo de transmissão mais resistente, uma embraiagem de dupla placa e um diferencial autoblocante. A suspensão é a do Sport 350, os travões da AP Racing e a direção continua a ser assistida hidraulicamente. Por dentro, este modelo continua a ser parcialmente ficção científica e clássico, com um painel inclinado, apontamentos em tecido de padrão tartan e um banco numa posição rebaixada, embora com materiais modernos e imensa atenção ao detalhe. O painel de instrumentos flutuante é feito a partir de uma única peça em alumínio, envolvendo um ecrã digital. 

A produção é limitada a 50 unidades, com o preço a começar nos 493 mil euros, antes de impostos e sem contar com o Esprit que sirva de base. As entregas começam em 2026.

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