Em vez de apostar no MegaWatt Veyron, o fabricante decidiu esperar pelo Chiron para atualizar o motor W16.
O Veyron esteve em produção durante 10 anos, com direito a múltiplas edições especiais. E apesar de a versão base ter tido “apenas” 1001 cv, houve exemplos bem mais extremos com 1200 cv, como foi o caso do Super Sport ou do Grand Sport Vitesse. Agora, o designer Farnk Heyl admitiu à Top Gear que estava previsto um facelift do Veyron que funcionaria como despedida do supercarro no qual seria incluída uma atualização do motor W16 que passaria a debitar 1360 cv. Este Veyron mais potente chamar-se-ia MegaWatt e poderia ser a “arma” perfeita para combater o Koenigsegg One:1 que estreou em 2014 – precisamente um ano antes da retirada do Veyron (na imagem).
Apesar de o Veyron ser um projeto “de coração” do antigo chairman do grupo Volkswagen, Ferdinand Piëch, este acabou mesmo por decidir substituir o Veyron pelo Chiron, pois o seu objetivo era chegar aos 1500 cv e ter um hipercarro que pudesse atingir os 450 km/h, batendo os números do Veyron Super Sport (que em 2010 fixou o recorde de 431 km/h). Os intentos confirmaram-se, pois o Chiron, na sua variante Super Sport, debitava 1600 cv, tendo registado em 2019 uma velocidade máxima de 490 km/h (apesar de a versão de produção ter sido limitada a 440 km/h).
Pouco depois a Bugatti afirmou que tinha parado com a sua demanda de bater recordes de velocidade. Contudo, desde que Mate Rimac assumiu as rédeas do fabricante de Molsheim, esse objetivo parece ter voltado para cima da mesa, estando em aberto a possibilidade de uma nova tentativa que supere a barreira dos 500 km/h – provavelmente o possa fazer com um Tourbillon com pneus especiais.