O “Fly Bug” traz um padrão de cores mutável e um enorme nível de personalização por dentro e por fora.
Um colecionador norte-americano encomendou um Bugatti W16 Mistral, inspirado numa libélula (“Fly Bug”). Assim, graças à “magia” do departamento Sur Mesure, conseguiu juntar quatro hipercarros diferentes na sua coleção, todos à volta do tema dos insetos – os outros são um Veyron Grand Sport Vitesse Hellbug, o Chiron Hellboy e mais recentemente um Divo Lady Bug.
Para concretizar este projeto, foi preciso juntar os esforços das equipas de design na sede, em Molsheim, e em Berlim, na Alemanha. Neste que é o projeto de personalização mais intrincado de sempre da divisão Sur Mesure, a carroçaria esculpida do Mistral ostenta uma pintura personalizada em Dragonfly Blue, uma cor que oscila entre o turquesa e o azul profundo consoante a incidência da luz, imitando o efeito iridescente que dá nome ao inseto. O hipercarro apresenta também um padrão elíptico exclusivo que se torna mais denso à medida que se aproxima da traseira, semelhante ao do Divo Lady Bug. No entanto, neste caso, os designers conseguiram integrar o emblema Bugatti Macaron no padrão, algo descrito como uma das tarefas técnicas “mais exigentes” do projeto. O padrão elíptico foi também aplicado nos painéis das portas, com o couro sobre Alcantara a criar um efeito 3D. O habitáculo aberto de dois lugares apresenta uma paleta de cores em azul e preto, a condizer com o exterior. Curiosamente, a libélula não é a única referência ao reino animal, uma vez que o punho da caixa de velocidades exibe Rembrandt, o famoso “Elefante Dançante” da Bugatti. O projeto Fly Bug não implicou mudanças mecânicas, o que significa que o Mistral mantem os préstimos do motor W16 com 1600 cv e 1600 Nm.
A Bugatti não confirmou o preço desta encomenda especial, mas é de calcular que entre os quatro carros possamos estar a falar de oito dígitos. Só o Mistral base custa cerca de 5 milhões de euros, antes de impostos.






