A Ringbrothers demorou 5500 horas a conceber este “monstro” descapotável.
Sediada no Wisconsin, a Ringbrothers tem ganho fama como especialista em “retromods” – restauros com modernizações – de “muscle cars” americanos clássicos. Em cada edição do SEMA há uma novidade. E este ano, o projeto apresentado é o de um Pontiac GTO Convertible de 1965 totalmente renovado, carinhosamente apelidado de “Billie”. As modificações vão muito além da carroçaria renovada, prestando homenagem a um GTO que pertenceu à mãe do proprietário.
As alterações mais significativas estão, no entanto, fora do alcance da vista. A Ringbrothers construiu o “Billie” com base num chassis especial Fast Track Stage III, da Roadster Shop, equipado com amortecedores de tipo “coilover” da Fox e um potente sistema de travagem Brembo de seis pistões, tanto à frente como atrás. Estes componentes garantem que o Pontiac se comporta mais como um carro moderno. O conjunto inclui ainda barras estabilizadoras personalizadas de 1,25 polegadas, hastes de ligação provenientes de um Corvette C7, bem como braços de suspensão dianteiros – superiores e inferiores – feitos à medida. Há ainda um motor LT4, fornecido pela Wegner Motorsports, capaz de debitar 659 cv e 881 Nm de binário – contraste face aos 360 cv que os GTO Cabrio originais atingiam, no máximo. O conjunto conta ainda com uma caixa automática 10L90E, da Bowler Performance, que envia a potência para as rodas traseiras. Foram ainda instaladas jantes HRE personalizadas – de 19 polegadas à frente e 20 polegadas atrás – calçadas com pneus Michelin Pilot Sport Cup 2, nas medidas 295/35 (dianteira) e 345/30 (traseira).
Para o efeito, o GTO original foi totalmente desmontado e foi criado um kit de carroçaria personalizado, deixando o 12,7 cm mais largo do que era originalmente. A complementar o novo visual robusto, há saias laterais estendidas, um capot em fibra de carbono com uma entrada de ar alargada e uma grelha frontal exclusiva. O alumínio maquinado está também presente no painel das luzes traseiras e em partes do capot. As modificações exteriores continuam com painéis das portas redesenhados – feitos de fibra de carbono e aço -, um “spoiler” inferior dianteiro e um difusor traseiro, ambos em fibra de carbono, além de um pára-choques traseiro exclusivo. A pintura exterior, batizada de “Billie Goat Blue”, foi exclusivamente desenvolvida para o efeito pela BASF Glasurit. O interior, assinado pela Upholstery Unlimited, inclui todo o painel deslocado 10 cm para a frente e posicionado 5 cm mais abaixo. O habitáculo destaca-se pelo revestimento em pele, pelas grelhas dos altifalantes produzidas através de impressão 3D e pelo rádio original de fábrica, que foi modificado para incluir conetividade Bluetooth. Um pormenor curioso é o punho da caixa de velocidades, que é, na verdade, feito a partir de um porta-filtro adaptado de uma máquina de café. A Dynamat foi utilizada para o isolamento acústico, tendo o veículo recebido também uma nova capota em tecido na cor preta.








