Renault reduz Diesel e aposta nos híbridos

Ghosn ao lado do Renault K-ZE concept

Os franceses pretendem reduzir para metade a oferta Diesel nos próximos anos, confirmando variantes híbridas do Mégane, Captur e Clio.

A Renault quer reduzir a oferta de modelos Diesel para metade nos próximos anos. O CEO da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi diz que esta medida se deve às restrições das emissões. Em discurso direto durante a apresentação do protótipo elétrico K-ZE durante o Salão de Paris, Carlos Ghosn foi mais longe, sublinhando: “estamos, obviamente, a caminhar para o fim do Diesel”. Segundo o gestor, os consumidores não querem saber qual é o tipo de motorização que têm no seu carro, acrescentando que a compra é motivada pelo preço, valor residual e custos de manutenção.

Em virtude desta mudança de paradigma, a marca francesa quer canalizar a sua aposta para os motores a gasolina, híbridos e híbridos plug-in. Aliás, a Renault comprometeu-se desde já que lançará versões híbridas (cujas versões receberão a designação e-tech) nos seus principais modelos. Assim, serão lançadas versões híbridas plug-in do Mégane e do Captur, a partir de 2020. O sistema propulsor destas versões terá por base um 1.6 turbo a gasolina a funcionar em conjunto com dois motores elétricos (um com a função de motor de arranque e outro com função de propulsão). Os PHEV terão uma autonomia em modo elétrico para cerca de 50 km. Pela mesma altura, haverá ainda uma versão híbrida convencional do Clio. Ambos os sistemas contarão com um sistema com recuperação de energia durante a travagem ou desaceleração.

Estas versões híbridas serão importantes para o cumprimento das novas normas das emissões (de 95 g/km de média), que entrarão em vigor no próximo ano.

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