Koenigsegg quer híbrido “acessível” em 2020

Koenigsegg quer aumentar as suas vendas

Dona da Saab investirá no desenvolvimento de nova geração de desportivos.

A Koenigsegg tem vindo a notabilizar-se ao longo dos anos pelos seus supercarros, mas regista apenas um volume de vendas de cerca de 20 unidades por ano. Como tal, é justo que queira dar o passo seguinte, sem perder a sua aura de exclusividade, e passar as vendas para a casa das centenas. O fabricante sueco, comandado por Christian von Koenigsegg anunciou esta semana a assinatura de um acordo de parceria com a NEVS, empresa de capital chinês, que comprou a “moribunda” Saab em 2011 e que agora anunciou que investirá 150 milhões de euros neste negócio – o que lhe dá direito a 20% da Koenigsegg. O objetivo é utilizar o know-how da empresa especialista em “eletrificação” para criar um modelo híbrido mais acessível para os padrões habituais da Koenigsegg, com um preço a rondar 1 milhão de euros.

Este modelo ainda sem nome, previsto para 2020, e no qual a Koenigsegg tem vindo a trabalhar nos últimos dois anos, pretende atrair novos clientes à marca que se notabilizou por modelos como o Agera RS ou o Regera. Koenigsegg quer utilizar o sistema “freevalve” (sem árvore de cames – o que se refletirá em consumos e emissões inferiores, mas também em melhor rendimento), em combinação com “eletrificação”. De acordo com o homem-forte do fabricante sueco, a tecnologia “freevalve” permite “dar à chave a frio apenas com o carro alimentado a álcool, até 30 graus, por isso não é preciso nenhum combustível fóssil nesse processo. O objetivo é provar que até um motor a combustão pode ser isento de emissões de CO2.”

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