Renault aposta em trio híbrido para o coração da gama

Novos híbridos e-Tech da Renault

Novos modelos e-Tech chegam em setembro: “mild hybrid” Clio com 140 cv e híbridos plug-in Captur e Mégane Sport Tourer com 160 cv.

A Renault aposta na recém-lançada gama de modelos “eletrificados” e-Tech para reduzir em 37,5% o nível de emissões de CO2 entre 2020 e 2030.

A grande inovação destes modelos é caixa de velocidades, de 15 velocidades e com carretos direitos, que faz a gestão entre o motor a gasolina e os dois motores elétricos. Esta transmissão não tem embraiagem nem sincronizador (o que contribui para uma redução da fricção) – embora para o condutor funcione como uma caixa automática convencional (cujo diferencial é feito em Portugal, na fábrica de Cacia). Seja “mild hybrid” ou plug-in (a única diferença é o tamanho das baterias: 1,2 kWh de origem Hitachi no Clio e 9,8 kWh de origem LG no Captur e no Mégane ST), os novos híbridos da Renault arrancam por defeito em modo elétrico. O motor elétrico principal tem o papel de tração. Este sistema permite carregar a bateria mesmo em circulação. O segundo motor elétrico tem a função de motor de arranque e de apoio ao motor de combustão, além de assumir a tarefa de sincronizador. O motor a combustão é um 1.6 atmosférico da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, que foi desenvolvido especificamente para funcionar num sistema híbrido. A capacidade de regeneração deste sistema híbrido é similar à de um elétrico.

Segundo a marca francesa, no caso do Clio e-Tech de 140 cv é possível poupar até 40% em combustível face ao gasolina de 130 cv. Anuncia consumos de 4,3 l/100 km e emissões de CO2 de 96 g/km (WLTP). Além disso, o valor 80-120 km/h em 6,9 segundos do híbrido é idêntico ao TCe de 130 cv. Nesta versão híbrida, embora a habitabilidade não tenha sido comprometida, o volume da bagageira baixou de 340 para 254 litros – pois as baterias estão posicionadas por cima do eixo traseiro. Estará disponível uma edição de lançamento e-Tech Edition limitada a 65 carros para Portugal, mais equipada.

Já o híbrido plug-in Captur e-Tech com 160 cv anuncia consumos de 1,4 l/100 km e emissões de CO2 de 32 g/km. O SUV do segmento B anuncia uma autonomia em modo elétrico até 50 km (65 km em ambiente urbano). As suas baterias colocadas no piso do carro não prejudicam a habitabilidade, nem a capacidade do depósito do combustível, nem a capacidade para deslizar longitudinalmente os bancos traseiros em 16 cm. Já a capacidade da mala foi reduzida de 422 para 265 litros. As baterias carregam entre 3 a 5 horas, dependendo se for utilizada uma tomada doméstica ou uma tomada de 7,4 kW. No lançamento, haverá uma e-Tech Edition limitada a 50 carros no nosso país.

No caso do Mégane e-Tech, só estará disponível para encomenda em agosto, e apenas no formato Sport Tourer. A versão de cinco portas terá um híbrido plug-in no início de 2021. Este e-Tech incorpora o ligeiro facelift que foi recentemente promovido na gama Mégane, que inclui novas ajudas à condução, um novo ecrã 9,3 polegadas e um painel de instrumentos digital de 10,2 polegadas (que é de série no híbrido). A capacidade da bagageira foi reduzida de 521 para 389 litros.

Nos híbridos plug-in, o Mégane e o Captur passam a ter uma suspensão traseira multibraços. Esta dupla é cerca de 200 kg mais pesada face ao Diesel equivalente. As baterias dos e-Tech têm oito anos de garantia ou 160 mil km (tal como no Zoe).

As entregas destes três modelos arrancam em setembro.

Preços:

Clio e-Tech 140 cv

Intens 23.200 euros

RS Line 25.300 euros

Exclusive 25.800 euros

Edition One 26.900 euros

Initiale Paris 28.800 euros

 

Captur e-Tech 160 cv

Exclusive 33.590 euros

Edition One 33.590 euros

Initiale Paris 36.590 euros

 

Mégane ST e-Tech 160 cv

Zen 36.350 euros

Intens 37.750 euros

RS Line 39.750 euros

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