Lamborghini Diablo GT1 Stradale está à venda

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Um dos supercarros mais raros da história custa 4,5 milhões de euros.

Em 1996, a Lamborghini recorreu aos serviços dos franceses da Signes Advanced Technologies (SAT), uma empresa especializada em protótipos de competição, para desenvolver uma versão de pista do Diablo, apta a correr na Classe GT1. Para o efeito, foi construído um chassis tubular em aço totalmente novo e uma carroçaria em fibra de carbono a replicar o Diablo de estrada. O resultado final foi o Diablo mais leve de sempre, com apenas 1050 kg – cerca de um terço mais leve face ao modelo convencional. A Lamborghini ficou encarregue de municiar o motor e avançar para a homologação do projeto, conhecido pelo nome de código 132. O motor era um V12 semelhante ao do modelo de estrada, embora através de uma reprogramação tivesse sido possível chegar aos 6 em vez de 5,7 litros de capacidade. Este motor tinha 664 cv às 7550 rpm e 687 Nm às 5500 rpm debitados no eixo traseiro através de uma caixa sequencial de seis velocidades da Hewland. Este motor foi aproveitado para criar as versões Diablo GT, GTR e VT 6.0.

Para conceber a versão mais radical de sempre do Diablo foram operadas diversas alterações, começando pelo esquema de suspensão. As principais diferenças estéticas deste GT1 face ao modelo de estrada residem no spoiler dianteiro mais pronunciado, luzes de nevoeiro e a asa traseira ajustável. O comprimento do carro e a distância entre eixos deste GT1 foram aumentados de modo a favorecer o desempenho, sendo que a altura era de apenas 1004 mm. Foram ainda acrescentadas entradas de ar maiores na traseira, entradas de ar NACA perto das portas e entradas de ar junto ao motor semelhantes às do Diablo SV. Destaque também para o interior específico de competição, vidros em policarbonato, jantes de 18 polegadas OZ Racing com porca-central e arco de segurança. O carro tem portas de abertura em tesoura e farolins semelhantes aos do Diablo convencional. Quer a secção dianteira quer a traseira do carro eram totalmente amovíveis, o que facilitava as intervenções mecânicas. O Diablo GT1 foi apresentado na primavera de 1997, tendo sido aprovado para homologação pela FIA. Contudo, as dificuldades financeiras da casa de Sant’Agata Bolognese obrigaram-na a suspender o projeto em 1998 – tendo sido construídos apenas dois exemplares: um para competição e outro uma versão de estrada sem a asa traseira. O modelo de corridas foi comprado pela equipa japonesa da JLOC que o utilizou para correr na JGTC até ao final dessa competição. O modelo de estrada ficou na posse da SAT até ter sido vendido em 2016 à Mistral Motors, em Itália.

Agora é precisamente esta versão “road legal” que agora está à venda por 4,5 milhões de euros. Caso se confirme este valor, este tornar-se-á no Diablo mais caro da história.

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