Ferrari Amalfi é um Roma redesenhado e com mais potência

Ferrari Amalfi

O GT de luxo de motor V8 com 640 cv traz também um interior atualizado.

A Ferrari revelou o Amalfi, o sucessor do Roma (que tinha sido descontinuado no ano passado). Na verdade, estamos perante um facelift do Roma, com uma mudança de nome pelo meio. Começando pelo mais importante, o motor: mantem-se ao serviço o V8 3.9 biturbo, embora com um aumento de potência para 640 cv e 760 Nm, o que representa uma subida de 20 cv. Este GT de luxo acelera de 0 a 100 km/h em 3,3 segundos (menos 0,1 seg. que o Roma) e a velocidade máxima continua nos 320 km/h. Para o efeito, a marca italiana operou alterações nos turbos, atualizou os sensores no banco de cilindros e aumentou o “red line” para 7600 rpm. A isso juntou uma nova ECU, um bloco redesenhado e uma árvore de cames mais leve. O motor surge acoplado a uma caixa de dupla embraiagem de oito velocidades banhada a óleo, que foi otimizada de modo a melhorar a suavidade nas passagens. Adicionalmente, foi ajustada a disposição do silenciador de modo a que possa ser cumprido dos regulamentos do ruído sem comprometer a sonoridade do carro. O Amalfi traz uma nova válvula de derivação controlada proporcionalmente com mapas dedicados para ajustar a nota de escape às diferentes condições de condução.

A nível estético, nota para a frente reformatada do coupé, com a inclusão de nova entrada de ar inferior mais larga e para a barra negra que liga os faróis atualizados. A isso junta-se um lábio dianteiro sobredimensionado e sensores discretos. Visto de perfil, o carro pouco ou nada mudou, sendo utilizadas jantes de 20 polegadas e com a possibilidade de utilizar pneus Bridgestone Potenza Sport ou Pirelli P Zero. Na traseira, predominam as linhas curvas e a placa de matrícula foi recolocada para perto do difusor. Nota também para as novas entradas de ar e farolins.

Por sua vez, o interior é o que mais foi alterado, com a introdução de um novo tablier – deixando de parte a solução estilo rampa que separava os dois ocupantes da frente. Pelo meio há um ecrã central disposto na horizontal de 10,25 polegadas compatível com os sistemas Android Auto e Apple Carplay, em vez de um ecrã ao alto de 8,4”. Em complemento, surge um painel de instrumentos digital de 15,6” e outro ecrã de 8,8” para o passageiro da frente que exibe, por exemplo, os valores das forças G e as rotações do motor. Existe ainda um novo volante e novos (e mais) botões, incluindo um botão start em alumínio. A consola central é fresada a partir de um bloco de alumínio anodizado e inclui o punho da caixa de velocidades, uma ranhura para a chave e um suporte para carregar o smartphone. Pelo meio, há detalhes em fibra de carbono e um apoio de braço minimalista. Por fim, nota para os bancos disponíveis em três tamanhos, sempre ventilados e com função de massagem. Em opção, existe um sistema de som Burmester premium com 14 altifalantes e 1200 W. O Amalfi traz um sistema de travagem by-wire, um sistema ABS Evo, uma direção elétrica modificada, que permite ser 10% mais rápida e precisa, mesmo em superfícies com menos aderência.

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