De acordo com o CEO Thomas Schäfer, para desenvolver um carro ICE no segmento B para cumprir as regulamentações de emissões seria proibitivamente caro.
Os construtores estão a respirar de alívio após a UE ter prometido suspender a venda de modelos novos a combustão a partir de 2035. Contudo, ainda é necessário cumprir com uma redução substancial das emissões de CO2, sendo que a partir de 2030 as regras serão ainda mais apertadas. Como tal, o CEO da Volkswagen, justificou o porquê do novo Polo ser 100% elétrico. Em declarações à Auto Motor und Sport, Thomas Schäfer diz mesmo que “desenvolver um novo modelo a combustão do segmento B que cumpra as normas de emissões seria proibitivamente caro. Esses custos seriam inevitavelmente passados para o cliente, tornando o caro demasiado caro para ser competitivo”. Além do ID. Polo, que funcionará como substituto do Polo a combustão, no segmento abaixo, o dos citadinos, perfila-se o ID. Lupo, outra proposta “zero emissões” que será uma espécie de sucessor do Up. As duas novas propostas elétricas focam-se num preço baixo, como principal trunfo. O ID. Polo, por exemplo, chegará no próximo ano com um valor base a arrancar nos 25 mil euros, nalguns mercados. Já para 2027 está previsto o ID. Lupo, uma versão de produção do ID. Every1 concept, com um valor de acesso de 20 mil euros. Estes valores já contam com os impostos e não contemplam os incentivos oferecidos por alguns estados da UE. Pelo meio está prevista ainda uma variante SUV/crossover do Polo, cuja primeira amostra foi o ID. Cross concept exibido há poucos meses no Salão de Munique, na Alemanha. Este trio será feito com base na plataforma MEB+, específica para elétricos.
Este discurso não invalida que a VW tenha já imposto uma data para terminar com os seus modelos mais pequenos a combustão. O Polo ICE, por exemplo, já deixou de ser feito em Espanha, mas ainda é vendido na Europa, com a produção a vir da África do Sul. Além disso, entre nós ainda está disponível o mini-SUV T-Cross.
A VW é de longe o fabricante mais popular da UE, sendo a única marca nos primeiros 10 meses deste ano a ultrapassar a barreira de 1 milhão de unidades vendidas (1,017,781, em concreto).
No que diz respeito aos elétricos, em outubro, na Europa, o crescimento foi de 13,2% face a igual período do ano passado – tendo representado 16,4% do bolo das vendas.