Koenigsegg CCGT1 homenageia carro de corrida

Koenigsegg CCGT1

O modelo com motor V8 de 1622 cv e caixa manual, o modelo inspirado no CCGT é limitado a 70 unidades.

O Koenigsegg CCGT original tem uma história peculiar. Construído para correr na classe GT1, este modelo nunca chegou a participar em corridas a sério, devido a uma mudança de regulamento. Isso não impediu a marca sueca de criar um modelo especial em homenagem ao CCGT, a que chamou de CCGT1. Baseado no CC850, o CCGT1 pega na atitude GT1 com a imponente asa traseira do modelo original e transforma-a no modelo de estrada mais focado para pista alguma vez produzido pela Koenigsegg. Segundo a marca sueca, o motor V8 biturbo debita 1297 cv com gasolina normal ou 1622 cv com E85. Esta potência é suficiente para tornar a gigantesca asa traseira funcional.

Recorde-se que o CCGT original utilizava um motor V8 5.0 naturalmente aspirado, limitado aos 600 cv da categoria GT1, pesava cerca de 1.000 kg e gerava mais de 600 kg de força descendente. A Koenigsegg afirma que o carro tinha um desempenho impressionante nos testes, mas a FIA alterou as regras do GT1 dois meses após o início do programa de testes, favorecendo os carros de produção em grande escala. A categoria acabou por ser extinta e o único CCGT existente passou anos com o seu primeiro proprietário. Quase todos os painéis da carroçaria do CCGT1 foram alterados em relação ao CC850, com exceção das portas e do tejadilho amovível. A Koenigsegg afirma que o novo pacote aerodinâmico gera até 800 kg de força descendente a 250 km/h, posicionando-o entre o Jesko Attack e o Spear da Sadair em termos de carga aerodinâmica pura. A asa traseira possui um elemento ativo com 30 graus de ajuste automático e pode operar nos modos low-drag, high-downforce e air-brake. A marca sueca afirma que também ajustou o sistema para oferecer mais aderência utilizável a velocidades mais baixas, o tipo de aderência que os condutores comuns realmente sentiriam ao volante. A aerodinâmica combina um piso remodelado com flaps ativos que mantêm o equilíbrio à medida que a carga na asa traseira aumenta com a velocidade. Além disso, a carroçaria apresenta entradas de ar nas cavas das rodas dianteiras, condutas NACA e uma entrada de ar no tejadilho que direciona o ar de arrefecimento para o radiador de óleo e para os amortecedores traseiros internos.

A caixa Light Speed ​​de nove velocidades mantém-se, mas o CCGT1 incorpora uma nova interface denominada Koenigsegg Sequential Shift (KSS). Esta utiliza o pedal da embraiagem apenas para arrancar. Depois disso, cada mudança de velocidade é feita automaticamente, como numa caixa sequencial de corrida, sem necessidade de embraiagem, com corte de ignição a cada acionamento. As definições de modo são apresentadas num seletor na consola central com a inscrição ASMR, para Automático, Sequencial, Manual e Marcha-atrás. Em opção, existe a caixa manual de seis velocidades convencional do CC850. O CCGT1 apresenta também a nova fibra de carbono branca “Ghost Fibre” da Koenigsegg, mais resistente, mais leve e mais silenciosa do que as fibras convencionais. No interior, um “Chronocluster” de terceira geração combina leituras analógicas de consumo de energia, pressão do óleo, temperaturas, combustível, rotações, velocidade e pressão do turbo com um medidor de força G analógico, alimentado pelas próprias forças que mede.

A Koenigsegg também oferecerá o seu primeiro pacote de pista de fábrica, incluindo pneus slick, arco de proteção, bancos de competição, macacos pneumáticos, sistema de extinção de incêndios, sistema de telemetria, etc. Serão produzidas apenas 70 unidades do CCGT1, sendo que todos foram vendidos ainda antes da apresentação ao público.

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